Monday, April 04, 2005

AS VIVÊNCIAS DO HOMEM

O Homem que viveu muito

Sóbrio sob o sol súdito do sarcasmo servo
Cambaleia com a carcaça clemente e céptica
Adorando afáveis algozes amigos d’alma
Tendo todo tipo de temores totalitários

Lépido e límpido levado à lucidez lúdica
Divaga desde duzentos depois de deus
Mistificando mortais munidos de méritos mundanos
Entoa ecos egocêntricos erigidos a estética escolástica

Último e unânime urgir d’um urso ucraniano
Regojiza-se ao rançoso reter d’um remanso romeno
Bocejando no breu da burocracia brutalizante
Imoral e inerte incita indignado os indivíduos

Gracioso e geriátrico gemendo grunhidos guturais
Viola o verso da vida vil vide vulgares
Negociou nuvens negras nunca notadas nestas noites
Forçando o falso fingidor fazer o fim