Ontem foi diferente
Ontem não foi tão legal, produzi pouco, na primeira parte do dia me entretive com besteiras na internet. Na segunda algumas demandas de trabalho que já deveria ter sido feitas, atrasadas, para variar olha só. Isso me deixou triste, tentando recuperar o tempo perdido hoje. mas nada muito efetivo, vai ficar pra mais tarde e amanhã de manhã, pois a noite, espero depois de muito tempo conseguir uma vaguinha pra diversão, afinal eu tô na Baeeeaaa.
Uma coisa eu achei massa, e tenho continuado a achar. O RU é de fato um lugar de puro suco da universidade. E eu sou um idoso nesse lugar. Foi muito... não sei se uso divertido ou curioso, pra designar, mas foi entra as duas coisas. Sobre esse conflito geracional. Estava eu sentado jantando, numa sala ampla com umas 25 mesas, 4 pessoas em cada, cabe umas 100 pessoas comendo. tinha umas 25. Eu sem pestanejar era o aluno mais velho dentre aqueles. Não eram as roupas, cabelos, indumentárias, performances corporais não binárias, se é que posso assim dizer (ao menos equalizar na minha cabeça de velho), variados cursos, porque a medida que o BuzUFBA chegava dava pra ver as camisas da UFBA com os cursos inscritos. Será que bateu o clichê da meia idade? Uma menina bonita na mesa na frente com cabelo todo cacheado, lindão, tava armado no coque. A blusa preta estilizada, gola larga, cortada, escorra até o ombro quando ela pega a bandeja e vira-se. Movimento completo, a camisa é dos Ramones, o logo clássico. É isso, eu me achando velho vendo uma menina de 19, 20 anos com camisa de uma banda que já tinha acabado há 10 anos quando eu gostava, quando eu tinha uns 19, 20 anos. Isso já faz quase 20 anos. Afinal, de que serve o tempo né.
E olha, que bastaram 4 dias, sim teve o toró fiquei no caminho e cabulei. Foram só 4 dias de academia numa semana onde buscar uma rotina é uma palavra chave. E eu consegui. Mas tem que gostar de academia, admito. nem todo mundo gosta mesmo. Eu curto, acho desafiador, não é monótono se você perceber que cada série e repetição não é igual, umas doem mais que outras. E olha, eu subi aquela escadaria de ondina pra são Lázaro morrendo no primeiro dia. Os ossos doloridos, as carnes claudicantes, pedindo pra desistir. 15 minutos de bike pareciam intermináveis. quase não consigo voltar. Mas com 4 dias regulares, o joelho estala menos, a musculatura tá mais solta, o ato de levantar parece que tá mais fluido, leve. Me sinto um computador com a idade que tenho, só que parece que fui formatado, ou que passaram o desfragmentador de disco em mim. Pois é isso, me sinto pronto pra coletar memórias e arquivos novos.
Outra nota mental do dia, dessa vez da sexta-feira já, dia 14.
Salvador é tão foda, que não é só todo mundo usar branco. Nos espaços onde ocupo no Ceará já virou até piadinha, chacota, pop cult macumbinha ás sextas-feiras o dresscode é branco todo, especialmente no corpo dos brancos, haha. Mas não só tem uns corpos pardos e pretos também que são de candomblé. Mas aqui, no mesmo RU,por Oxalá que coisa mais linda. A moçada com roupa de ração, na lata, sem pudor, sem customização, sem gourmetização nem desing não, é roupa que pela frango, varre roça roupa de uso diário e que na sexta-feira vira uso religioso antes de ser político, sem que um anule o outro.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home