Friday, July 22, 2005

O Suicida Redundante

O suicida redundante


Carnes trêmulas,
lâmina trepida
que assombra
a veia aguda.
Dilatada a pupila corta,
A veia aguda.
A saliva seca,
que desmonta
a garganta lógica,
convulsa no eco abrupto.

A negra visão do
vermelho sangue
revela verdes virtudes
triunfantes no branco olhar .
A estética forja
no léxico vernáculo,
adjetivos; apostos; vozes
em tempos venais.

E o fio gelado cinza.
Viola a rosa quente carne.

Deleitada, a veia vaza
jocosa e métrica
leva ao fosso vácuo
furioso, vil, fútil
o vermelho sangue
que gélido, quieta.

É absurda a essência
alva de pureza
sublimada de angústia
que pasma à efemeridade



O suicida redundante
que matou-se a si mesmo
necessita de mais coragem
para executar consigo
sua mundana covardia.

1 Comments:

Blogger Ary Salgueiro said...

Oi Manel!

Achei legal... Mas num é meu estilo!
Mas bem legal mesmo o jeito de experimentar com as palavras.

3:53 PM  

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